Tenho pensado muito sobre o que é a minha grande verdade, ou o meu grande eu, ponderado muito e dado soco em ponta de faca, eu que sempre fui acostumado ao perplexo, com minhas vontades sendo feitas, loucas, desvairadas que não me doía em nada expô-las, sempre tinha uma cara pra cada vontade não feita, sempre o sexo na hora certa, sempre a posição que eu queria
e Deus como eles têm renunciado as suas vontades para fazerem as minhas, mas na verdade no meu porco interior eu quero a revolta, ohh meu grande Deus quero sentir a renúncia de algo que eu ame, quero ser poluído como toda essa telúrica, quero deixar que me invada toda essa sensação de ter sugado toda a água desse oceano, na linha reta eu quero um amor que me deixe com vontade de sufocar, inalar o seu cheiro, manso d'amor, quero arranhar meu dedo contra o seu gelo, coração! Venha, meu amor do bendito fruto d'uma mulher qualquer, pois, estou esperando a sua mão para sufocar meu gemido e quero acreditar que serei seu único e que serei a sua revolta, o seu vapor, o seu vapor barato! Me tira do chão, crava teus dentes no meu rosto, coração! E faça mudar os versos daquela louca canção. Eu não posso te esquecer isso é muito mais, isso é outra cousa, o nosso lance será e
The end, finito, não quero minhas verdades, quero o meu rosto são para poder enfrentar esse mundo, essa falta de amor com minha cara limpa, suplicando, baixinho, baby, me ame, por mais que eu pareça convexo eu sou concavô, perto do meu observador, presa difícil que sou, gemendo, gritando, acusando. Quebre esse espelho, eu preciso desses estilhaços, eu preciso viver, eu quero viver e quero que minha vontade que você se esvaia na poeira, não seja atendida! permaneça nessa nossa inércia metafórica e eu estarei aqui a te esperar.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
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