Concedi um parte minha, que correspondia ao meu todo. A entreguei ao seu deleite. Eu era o seu sim constante. Te considerava como o meu "presente" mais que perfeito. Queria servi-lhe por livre e espontânea vontade.
Mas o que não é cultivado acaba, morre. Jaz na tristeza. Paixão é privar a razão. Você me permitiu pensar com seus deslizes. Abriu a porta e convidou outros a entrarem. Me concedeu a oportunidade e o direito de ter um bem-querer.Fez com que outro nome chamasse, outro corpo desejasse. Um novo castelo quis construir.
E mesmo que seja mais uma fantasia, uma ilusão, você permitiu-me sonhar. Desejar algo melhor, que seja mais sólido e mais verdadeiro. Fez-me crer que você inteiro não me é suficiente... Não que isso seja a verdade, mas, o seu brilho se apagou.
Não consigo te ver no meu futuro. Você só é meu presente imperfeito, que quero que pertença ao meu passado. Quero que fique lá e caia no esquecimento, quero que lá fique a dor que me causou, o sorriso que me roubou, o coração que me quebrou.
De agora em diante, neste instante, eu não te quero mais.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
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