Stop!
Arréte! Pare!
O que foi dos dias? Dos sonhos? Dos beijos?
O que foi de toda aquela sensação de estou-aqui-para-o-que-der-e-vier?
Ohh, meu amor, ohh dor latente que insiste em absorver ínfimos pedaços de sentimentos.
Olha pra mim, rapaz! olha bem aqui, olha rapaz, é, rapaz, o que fizemos
de toda aquela vontade de nos engolir? pega rapaz! pega todo
esse barato que não é legal e eu só quero aquilo que é legal.
Some rapaz! some rapaz e leva esse vapor, essa náusea
desse teu cheiro que me abrange, que me inebria!
Lute rapaz! lute contra esse teu coração nulo, aniquilado
como Nero, queime sua Roma, queime seu amor
gaste, traga, vaze, dê o fora. Mas deixe, deixe comigo
essa sensação de ter te colhido, você fruto duma colheita lânguida.
Cruze a porta, rapaz! cruze-a nesse instante e me deixe cantar,
cantar aquela canção que diz “não acredito mais em você, que
estou indo embora e vou tomar aquele velho navio”, saltei desse bonde,
zarpei desse navio e isso é outra história, rapaz, rapaz, agora, rapaz, agora
adeus, a Deus...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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